
ANGELOLOGIA
(doutrina dos anjos)

         FATADB - Faculdade Teolgica das Assemblias de Deus no Brasil


INTRODUO
         
     A  doutrina   dos  anjos    uma  das  mais  fascinantes  da  Bblia, embora pouco se comenta sobre ela.  Existe  um  mundo invisvel ao olho  nu,   habitado 
por  espritos  bons  e  maus.   Mais  poderoso  e numeroso do que o nosso. Eles movimentam-se com incrvel rapidez e  so  imperceptveis.  Alguns  deles  esto 
empenhados  em  servir aqueles  que  ho  de  herdar  a  salvao.  Outros , porm, trabalham para   destruir   as   obras  de  Deus  e  conseqentemente  o  homem.
       Assim   como  no  tempo  de  Jesus,  hoje  muitos  no  crem na existncia  dos  anjos.  Os  espritas afirmam que os anjos so apenas um  grau  de  perfeio 
que  as  almas dos homens podero alcanar atravs de supostas reencarnaes .
       H   outra   corrente   que  presta  culto  aos  anjos,  embora  eles rejeitem  tal  pratica,  pois,  so  cientes  que  toda adorao, deve ser feita ao 
Deus todo poderoso.
          luz  da  palavra  de  Deus  veremos  a  rebelio  de Lcifer, o querubim   ungido,   contra   Deus   e  as  conseqncias  de  seu  ato assistido  por 
demnios  inumerveis . Apresenta-se  como  o  maior opositor a Deus e da raa humana, culminando com sua derrota total quando   for   lanado   no   inferno   para 
todo   sempre  o  sempre.
        O assunto sobre Angelologia recebeu dos judeus um tratamento especial,  em  virtude  de  ser  o  povo escolhido como depositrio da revelao.  Assim  como 
certas  doutrinas teolgicas com toda a sua legitimidade   tm   sido   contestadas,   a   doutrina   dos   anjos  tem encontrado  seus  opositores  em  todos  os 
tempos, temos a exemplo os  Saduceus  (AT 23.8).  Seita  que aflorava no tempo de Cristo que rogava  a  existncia  de  anjos.     claro  que  depois  dos Saduceus, 
muitos  outros  opositores tm surgido, tendo a pretenso de lanar a doutrina  ao  descrdito.  Os  argumentos conquanto possam parecer subsistentes     pecam  
porque    excluem   a   interferncia    divina. A  doutrina  dos  anjos  no  exclui  a  realizao  do  divino  e muito menos  tolhe  o  direito  do livre arbtrio. 
Os espritas ensinam que os anjos  so  apenas  uma  grande  perfeio  que as almas dos homens podem alcanar atravs de supostas reencarnaes.

1-OS ANJOS

A  origem  dos  anjos  -  A poca de sua criao no  indicada com preciso   em   parte   alguma,  mas    provvel  que  tenha  se  dado juntamente  com  a  criao 
dos cus (Gn 1:1). Pode ser que tenham sido criados por Deus imediatamente aps a criao dos cus e antes da criao da terra, pois de acordo com J 38:4-7, rejubilavam 
todos os  filhos  de Deus quando Ele lanava os fundamentos da terra. Que os  anjos no existem desde a eternidade  mostrado pelos versculos que  falam de sua 
criao (Ne 9:6 , Sl 148:2,5; Cl 1:16). Embora no seja  citado  nmero definido na Bblia, acredita-se que a quantidade de anjos  muito grande (Dn 7:10; Mt 26:53; 
Hb 12:22).


I. A NATUREZA DOS ANJOS

a) criaturas
      Os anjos so seres celestiais criados por Deus no principio, antes da catstrofe tornou a terra sem forma e vazia (GN 1.2; J38.7).Eles forma  criados  pela 
palavra  de  Deus.  ( SL 33.6 )  Mandou  e logo foram  criados,  (SL 148.2-5).  So  chamados  o exercito de Deus, (SL 33.6;148.2)  A  Bblia  diz;  Tu o Senhor 
que fizeste o cu e os cus dos cus com todo seu exercito,
 (NE 9.6).
      Sendo   eles  criaturas,  recusam  a adorao (AP19.10; 22.8-9) e ao homem,  por  sua  parte,   proibido  adora-los  (Cl 2.18) .

      Os   anjos   so    criados    e    no    gerados.      Foram   criados individualmente  por  Deus,  o mesmo nmero hoje existente. Foram feitos do nada pelo 
poder de Deus.
       b) Espritos
        Foram  criados  com  um  corpo  espiritual.   No  possuem  um corpo  carnal,  material  com  forma,  mas um corpo espiritual, que  acompanhado  de  luz 
e  de  glria  celestial.    ( SL 104.4;   EZ 13 ).
         Aparecem  e  desaparecem    vontade,  e movimentam-se com uma rapidez incrvel sem usar meios naturais.
          Tm  o  poder  de  assumir  a  forma  humana,  para que sejam visveis aos sentidos do homem (GN 19.1-3).
           Eles  sobem  e  descem  sobre  a  terra,   ( GN 28.12; J 1.51). Quando aparecem podem, ento, comer e beber, embora no tenham necessidade  disso,  mas 
o fazem como uma expresso de comunho (GN 18.8).
            c) Imortais 
             Os  anjos  so  eternos  isto  , nunca deixaro de existir (LC 20.36).   Eles  foram  criados  num estado perfeito, no crescem, no envelhecem.  O 
aspecto  do  anjo que apareceu no sepulcro de Jesus era  o  de  um  mancebo  (MC 16.5),  embora  tenham  existncia  h milhares de anos.
              d) Numerosos
               Deus  criou  os  anjos  em grande quantidade. Cerca do ano 534. a.C.  Daniel  falou  sobre  o nmero dos anjos e disse que eram, milhares  de  milhares 
e  milhes  de milhes, ( DN 7.10). Muitos anos  depois,  na  ilha  de  Patmos,  Joo  viu  os  anjos  e  revelou  o nmero  deles  tambm  como,  milhes  e milhares 
de milhares (AP 5.11).
               Varias passagens bblicas, entre outras apresentam os anjos como  nmeros  tais  como:  mais  de  doze  legies  de  anjos  (MT 26.33), multido dos 
exrcitos celestiais (LC 2.13) e aos muitos milhares  de  anjos  ( HB 12.22 ).   Portanto,  seu  criador  e  mestre  descrito como o Senhor dos exrcitos.
             e) Sem sexo
              Embora  so  descrito nas  Escrituras como Vares, eles no tm sexo, no propagam a sua espcie (LC 20.34-35).
              Em  Mc   12.25,   Jesus esclarece sobre este assunto quando afirma:  quando  ressuscitarem  dos mortos, nem casaro, nem se daro  em  casamento,  
mas  sero  como  os  anjos que esto nos cus.  Com  isso  fica  provado  que as explicaes afirmando que os filhos de Deus mencionados em GN 6.1-5 que entraram 
s filhas dos homens eram anjos. So realmente erradas, pois os anjos no casam. A  referida  passagem  faz  meno  do  casamento  misto que houve entre  as filhas 
da linhagem de Caim que se uniram com os filhos da linhagem   de sete, coisa que desagradou profundamente a Deus. Em MT 22.30  Jesus  assinala  que  na  ressurreio 
eles (OS HOMENS) no se casam, nem se do em casamento, sendo os anjos no cu.

2- O carter dos Anjos
a) santos e Puros
     Eles  so  cercados  da  glria  de  deus   ( LC 9.26 ),  e quando se manifestam,  aparecem sempre com algo de glria celestial (LC 2.9). So tambm chamados 
Santos anjos (AP 14.10).
b) Esto sujeitos a Deus e a Cristo
     So  completamente submissos a Deus e o servem como espritos ministradores  enviados  para  servir a favor dos que ho de herdar a salvao (HB 1.14; DN8.16-17). 
Eles se de dicam a adorar a Deus e a cantar-lhe louvores (AP 5.9-14). 
c) Possuem autoconfiana
     Conhecem  a  autoridade  que  Deus lhes delegou. O anjo Gabriel disse:  Eu  sou  Gabriel  que  assisto  diante  de  Deus.  (LC 1.16).
d) Possuem autodeterminao:
      Eles  tm  livre  arbtrio. Assim como Jesus foi provado, os anjos tambm  o  foram. Quando Lcifer se rebelou nos cus muitos anjos, no  guardaram  o  seu 
principado.  Mas  deixaram  mostrar a sua inteira   fidelidade  na submisso  a  Deus  e  por  isso  so chamados anjos eleitos. (I TM 5.21).
e) Os Anjos so Sbios:
     Mas  que  os  homens,   porm   no   so   oniscientes.   Eles  no conhecem  os planos eternos de Deus a ns revelados (EF 3.9). Nem conhecem  o  mistrio 
da  salvao. I Pe 1.12. Eles no sabem o que est  no  corao  do  homem,   o  que  s  Deus  conhece,  I Rs 8.39.

     A  expresso:  Como  um  anjo...  Para discernir o bem e o mal 
f). So poderosos:
      So  magnficos  em poder (SL 103.20). Eles so maiores do que os   homens  na  fora  e  nom  poder  ( II TM 1.7;  IISM  24.16;  AP 18.1.21) e usam-no cumprindo 
as ordens recebidas.
g) So reverentes:
     Sua atividade mais elevada  a adorao a Deus ( NE 9.6; FP 2.9-11;HB1.6)
h) Os Anjos tm emoes
      Eles podem alegra-se (LC 15.10)

3. Sua classificao
     Existe   uma  ordem  hierrquica  entre  os  anjos  uma  relao de subordinao  entre categorias. Tal classificao corresponde s suas diferentes   funes 
nos   cus.    Em  CL  1.16  menciona - se  uma graduao   em ordem crescente: tronos, dominaes,principados e potestades, enquanto em EF 1.21 a mesma graduao 
e mencionada em ordem crescente: principados, poderes, potestades e domnios.
     a) Os vinte e quatro ancios.
          Encontramos   junto  ao  trono  de  Deus  (AP 4.4-10; 7.11-13; 11.6; 14.3).  Um  grupo  de  seres  angelicais da mais elevada funo celestial  chamado, 
os  vinte  e  quatro  ancios.  Eles  representam a Igreja   de   Deus   de   todos   os   tempos   ou   seja,   doze   ancios representam  a  Igreja  do  V.T  
( as doze tribos  de Israel), Enquanto outros  doze  representam  a  Igreja  do  N.T   ( os  doze apstolos do Cordeiro)
          O  apstolo  Joo   teve  uma  viso  na qual foi revelado sobre uma  cidade  celestial  chamada  Nova Jerusalm, onde os nomes das doze  tribos  de Israel 
esto gravadas nas  doze portas da cidade ( AP 21.12)  e  os  doze  apstolos  do  Cordeiro,  nos  doze,  fundamentos dessa  cidade  (AP 21.14).  A  Bblia  no 
revela a sua funo, porm informa  que eles tm vestidos brancos, com coroas de ouro nas suas cabeas  (AP 4.4)  e  permaneceram sempre diante do trono de Deus, 
cantando  louvores  ao  Cordeiro  pela  salvao que ele ganhou com seu sangue (AP 5.13).
b) O Anjo do Senhor.
     O  V.T.  nos  fala  de  diferentes  classes de anjos mas haveria um que  se  destacava  dos demais. Ele tinha tambm um nome diferente era  chamado  o  Anjo 
da sua face.(IS 63.9).Este Anjo se chamava a si  mesmo  Deus. Convm observar que o anjo que bradou a Abrao, depois  de  ele  ter-se  mostrado  disposto a sacrificar 
Isaque (22.15). Disse  de     si  mesmo:  por  mim  mesmo jurei, diz o Senhor (GN 22.16). Obeserve-se tambm que o varo com quem Jac lutava (Gn 32.24)  e  que 
lhe    disse,  lutaste  com  Deus  ( GN 32.28)  a  quem Jac  disse: Tenho visto a Deus face a face. (GN 32.30). Eram seus com  caractersticas divinas, e tambm 
o anjo que apareceu a Moiss na sara que ardia no deserto (EX 3.2) o qual disse: EU SOU DEUS (EX 3.6),  todos  esses  no  eram  seno  o  ANJO  DO  SENHOR. Observemos 
o   que  Deus  disse  a  respeito  do  anjo  que ele havia prometido  enviar  para  guiar  Israel  pelo deserto (EX 33.2)  o meu nome  est  nele,  exortando o povo 
em tudo a obedecer-lhe ( EX 23.21).
     Todos  estes  personagens,  e  outros,  mostram  que  este anjo da face  do  Senhor  ( IS  63.9 ).     No  e  um  dos  anjos  criados  mas representa  uma 
manifestao da segunda Pessoa da Santa Trindade, na  sua  pr - existncia,  antes  da  plenitude  dos  tempos  ( GL 4.4) quando, Ele se fez carne e habitou entre 
nos  (JO 1.14).  Por  isso, no  N.T .   no   se  fala   mais  deste  anjo  por  que  Aquele  que  se manifestou  em  carne  ( I TM 3.16),  j  que  havia vindo. 
Aleluia!

c) Anjos comuns
    O  nmero  dos  anjos  graduados    muito  inferior  ao  dos  anjos comuns,  que  so  incontveis.   So  eles   o  exrcito  celestial  que sempre  est  
em  p  diante  do trono do Senhor,  sua direita e  sua esquerda (II CR 18.18).  A Bblia diz: por ventura tm nmeros os seus exrcitos ?  (J 25.3).  Jesus falou 
que poderia pedir ao pai. E  Ele  enviaria  12 legies  de  anjos (72000) (MT 26.33). Quando Deus  queria  ajudar  Eliseu contra o exrcito da Assria, apareceram 
tantos  anjos  que  todo  o monte estava cheio de cavalos e de carros, (II RS 6.17).  Em  HB 12.22  se  fala  de  muitos milhares de anjos.

d) Arcanjo:
     Miguel  e  mencionado  como arcanjo, o anjo principal (JD 9; AP 12.7; I TS 4.16). Ele aparece como o anjo protetor da nao Israelita (DN 12.1).  Quando Israel 
estava frente ao cumprimento da profecia sobre  a  sua  volta  do cativeiro de Babilnia (DN 9.2). Os prncipes dos  demnios queriam a todo custo impedir esta vitria 
(DN 10.13): Miguel ento levantou contra eles, garantindo a s vitria. Vemos em AP 12,  Miguel  empenhado  numa  luta  contra  o  Drago e os seus anjos,   os  quais 
no  puderam  prevalecer  contra  ele.  Mas  foram precipitados em terra, AP 12.7-9.
     A  maneira  pela  qual  Gabriel   mencionado tambm indica que ele    de  uma  classe  muito elevada. Ele est diante da presena do senhor  (LC 1.19).  E 
a  ele  so  confiadas  as  mensagens  de  mais elevada  importncia  com relao ao reino de Deus (DN 8.16: 9.21). Gabriel  levou  a  resposta  de  Deus  a  Daniel, 
a qual continha uma revelao   para   aquele   tempo   e   tambm     uma  chave  para  a compreenso  da  palavra  proftica  at  o  fim  ( DN 8.16; 9.21-27). 
Gabriel  foi  o  portador da mensagem a Zacarias sobre o nascimento de Joo Batista LC 1.11-13,19. Foi tambm quem trouxe a grandiosa mensagem  para  a  virgem  
Maria, de que ela haveria de dar a luz ao Filho de Deus (LC 1.26-35).

e) Anjos eleitos:
     So   provavelmente   aqueles   que  permaneceram  fieis  a  Deus durante a rebelio de Satans (I TM 5.21; MT 25.41).
 
f) Anjos das naes
    DN 10.13-20  parece  ensinar  cada  nao  tem  seu anjo protetor, o  qual  se  interessa   pelo  bem  estar  dela.  Era  tempo  do s judeus regressarem  do 
cativeiro  (DN 9.1-2), e Daniel se dedicou a orar e a jejuar  pela  sua volta. Depois de trs semanas, um anjo apareceu-lhe e  deu  como  razo  da  demora o fato 
de que o principie, ou anjo da Prsia,  havia-se  oposto  ao retorno dos Judeus. A razo talvez fosse por  no  desejar perder a influencia deles na Prsia. O anjo 
lhe disse que  a  sua  petio  para o regresso dos judeus no tinha apoio a no ser  o  de  Miguel,   o  prncipe   da  nao  hebraica  ( DN 10.21 ). O prncipe 
dos gregos tambm no estava inclinado a favorecer a volta dos  judeus  ( DN 10.20 ).   A  palavra   do  N.T.  principados  pode referir-se  a  esses  prncipes 
anglicos  das  naes:  o terno  usado tanto para os anjos bons como os maus (EF 3.10; CL 2.15; EF 6.12).

g) Querubins
     Eles   ocupam    um    ponto   de    grande    responsabilidade    na administrao  divina  junto ao trono de Deus. A Bblia diz que Deus est entronizado 
entre querubins (SL 99.1; 80.1). So descritos como tendo  rosto  de leo,  de homem, de boi e de guia, e isto sugere que representam  uma perfeio de criaturas- 
fora de leo, inteligncia de homem,  rapidez de guia,  e  servio  semelhante ao que o boi presta.
     Entre os querubins destacam-se os quatro seres, viventes (AP 4.6-9) considerados  como  querubins  de  alta categoria (EZ 10.20), pois sempre se acham ao redor 
do trono de Deus e do Cordeiro ( Ap 4.6). Estes  seres  celestiais  esto  cheios de olhos por diante e por de trs (AP 4.6-9),  o  que representa a capacidade de 
verem em frente, atrs e  dos  lados,  figurando,  assim,  a  oniscincia  de  Deus.  Tudo  que acontece em qualquer parte do mundo, estes olhos vm, e no mesmo 
momento Deus recebe deles o relatrio de tudo.

4) A grande Misso dos Anjos
     Cada   anjo  que  est  nos  cus tem uma funo que foi dada por Deus. Uns ficam integrados na administrao junto ao trono de Deus e  os  outros ficam  disposio 
do senhor no que tange a executarem as  suas  ordens  para  atender  aqueles  que ho de herdar a salvao (HB 1.14; SL 106.20).  H  algumas coisas que os anjos 
no fazem e  bom conhecer o que a Bblia diz sobre eles, para que no tenhamos ensinamentos  errados  dos  que podem basear-se em supostas vises de anjos (CL 1.18-23).
       a) Vejamos o que os anjos no fazem:
        * os  anjos  no  agem  por  sua conta prpria mas executam sempre  aquilo  que  o  Senhor  ordena.  Assim disse Gabriel (LC 1.19).
         *   bom  saber  que  os  anjos  no  desrespeitam a Palavra do  Senhor.  No  se  admite que um anjo do cu venha a apresentar uma  palavra  contra  a 
palavra do Senhor. O apostolo Paulo disse de uma  maneira afirmativa: ainda que um anjo do cu anuncie outro evangelho  alm  do  que  j  vos  tenho anunciado, 
seja antema.
          * os   anjos   no   se   ocupam   de   assuntos  doutrinrios:  A atribuio deles  outra! Diz a Bblia que os anjos no conheciam os  planos  de Deus 
que estavam nele  eternidade (EF 3.9-10). Eles tambm no conhecem o dia e a hora da vinda de Jesus  (MT 24.36).
           * os  anjos  amais   assumem  o  lugar  de  mdiador  entre Deus e o Homem (I TM 2.5) No devemos orar a um anjo e nem to pouco adora-lo.    A nossa 
adorao deve ser para Deus (AP 22.9).
          b) O trabalho dos anjos no tempo do V.T.
               Quando   Deus   enviou   dois   querubins   para  guardar   o caminho   da   rvore   da   vida   ( GN 3.24 ).  Da  em  diante temos exemplos   na 
Bblia   que   Deus   continuou   usar   os   anjos.
* Eles foram enviados como portadores de mensagens divinas. 
Eliezer  quando foi  terra dos parentes de Abrao, ele foi guiado por um anjo (GN24.40). Eliseu tambm foi ajudado por um anjo quando levou uma mensagem  do rei 
de Samaria (II RS 1.3). Daniel recebeu uma  mensagem  de  Deus  atravs  de  um  anjo (DN 8.19; 9.21-23). Moiss recebeu a lei por meio de um anjo (AT 7.53; GL 3.19).
* Os anjos ajudam nas horas de angustias:
Jac  expressou  da  seguinte maneira: O anjo que me livrou de todo o mal (GN 48.16)
Quando  Elias  fugindo  da  rainha  Jezabel  se  escondeu, foi confortado  por  um  anjo  ( I RS 19.5 ).  Daniel  tambm  foi guardado  por  um anjo, que Deus o 
enviou na cova dos lees e  ele  se  sentiu  protegido  e  tranqilo  (DN  6..28).   Balao estava de comunho para fazer mal ao povo de Israel, Deus o impediu  
atravs  de  um anjo   ( DN 22.22 )  e  outros  foram ajudados por anjos.

* Os Anjos executavam castigos de DEUS:
Quando o Rei Davi desobedeceu ao Senhor, um anjo executou o castigo contra ele (II SM 24.6).


* O servio dos anjos na vida de Jesus:
    Jesus  ao  vir  ao mundo fez -se menor que os anjos. Deixou o cu  e  tomou  a  forma  de  servo  ( FP 2.7 ).  Os anjos, porm, acompanharam-no  e  serviram-no 
durante  todo o tempo do seu ministrio aqui na terra. A Bblia registra isso:
* Um anjo revelou a Maria o nascimento de Jesus: Quando Jos descobriu que Maria estava esperando um filho intentou deixa-la  secretamente,  mas  um  anjo  o  instruiu 
e  Jos fez como o anjo ordenou (Mt 1.19-21)
* Os anjos estavam presentes na noite em que Jesus nasceu. Os  pastores  foram anunciados que Jesus havia nascido e em seguida  ouviu-se  o  cntico  de anjos  e 
a escurido daquela noite  se  encheu  de louvores a DEUS (LC 2.10-14). Quando Herodes  resolveu  matar  os inocentes na pretenso de matar Jesus,  um  anjo  apareceu 
a Jos dando-lhe ordem para fugir para o Egito (2.19-23).
* Quando  o  diabo  tentou  Jesus  e foi vencido por ele (por Jesus):  os  anjos  apareceram  e  o  serviu  (MT 4.11),  Jesus disse a Natanael que ele veria os anjos 
subirem e descreverem  sobre  o Filho do Homem. Jesus, quando estava na  cruz,  orava  na  maior  angustia,  mas  veio  um  anjo  e o confortou.
* Quando  Jesus ressuscitou apareceram anjos: (MT 28.1-6; MC 1.5; LC 24.4;  JO 20.12).  Na  ascenso  de Jesus vieram dois anjos (AT 1.11);  Quando  ELE triunfou 
e entrou no cu foi recebido pela multido de anjos.

         
d. O servio dos anjos no tempo dos Apstolos;
               Quando  os  lideres  religiosos  lanaram   os   apstolos na priso, veio um anjo e abriu as portas e os tirava para fora (AT 4.17-20). Paulo  tambm 
beneficiado  por  um  anjo, quando velejavam e houve  um  naufrgio. Paulo  disse  aos  companheiros, Esta noite o anjo  de  Deus  de  quem eu sou, esteve comigo 
(AT 27.23). Coisa maravilhosa!

e.  Os  anjos   no  so  encarregados  de  pregar  o  Evangelho,  mas cooperam  de diversas maneiras, foi um anjo que transmitiu a ordem de  Deus  a  Felipe  para 
ir  ao caminho de Jerusalm para Gaza (AT 8.26).  Um  anjo  manifestou-se   a   Cornlio   dando-lhe   ordem  de chamar  a  Pedro,  para que  este  lhe falasse  
da  salvao ( AT 10.1-7;11.13.14).
f. Os anjos na vida dos crentes.
     Os  anjos so espritos ministradores enviados para servir aos que ho de herdar a salvao.
* Os   anjos   nos   cus  esto  integrados  ao  entendimento  s oraes  que  sobem  da  terra  (AT 8.1-5).  No cu tm anjos que  guardam  as  crianas  (AT 
18.10).  A  Bblia fala pouco sobre  isto,  mas  se  cremos  em  Deus,  Ele  usa  para  nossa proteo todos os meios que achar conveniente.
* Quando  morrem os salvos, os anjos acompanham a sua alma e conduz o seu esprito ao Paraso (LC 16.22).

g. Os servios dos anjos nos ltimos acontecimentos.
     Na vinda de Jesus nas nuvens para arrebatar a igreja, os anjos e os arcanjos estaro a frente.( II Ts 4.16).
      Os anjos tambm estaro  presentes quando os salvos entrarem no   cu.   Eles   tambm   sero   instrumentos   na   execuo  dos juzos. Quando  Jesus  vier 
em Glria aps a Grande Tribulao os anjos  estaro  com  ele  ( II TS 1.7-8).  Os anjos tero atividades no juzo  final  (MC 13.39-42;  Dn7.10).  Durante  toda 
eternidade,  os salvos estaro rodeados dos anjos e todos louvaro e glorificaro ao Senhor  Deus  e  ao  Cordeiro,  que  nos  comprou com seu precioso sangue (AP 
5.8-14).

5. A queda de Lcifer no cu.
    A queda de Lcifer foi a maior catstrofe de todos os tempos e foi  causa  original  de todos os males. Lcifer era um querubim. O seu nome,  significa  Estrela 
da manh (Is14.14). Embora rodeado de a glria  e  de  pedras   preciosas  de  ouro  e  sendo  perfeito  em  seus caminhos  (EZ 28.15),  nasceu  em  seu  corao 
um  sentimento  de insatisfao.     Pensamos   que    se   formaram    no  seu   intimo   e transformaram-se em  ambio crescente.Lcifer se rebelou contra o prprio 
DEUS.

6. Deus manteve a sua posio de santidade e de soberania.
     Lcifer  foi  lanado fora do monte santo (Ez 28.16) e precipitado para  o  mais  profundo  dos  abismos  (IS 14.15).  Jesus disse: Eu vi Satans  como  raio 
cair  do  cu  (LC 10.18).  Ele ficou abaixo da morada  de  Deus e acima da regio que chamamos cu, firmamento, atmosfera   terrestre,  onde  ele  se  estabeleceu, 
isto  ,  nos  lugares celestiais  (EF 6.6-12).  Ao  cair  do  cu  ele se transformou em uma personalidade  mais  perversa e cada que se pode imaginar, autor do 
pecado  e  a  fonte  do  mal.  A  inimizade  de  satans  contra Deus  evidenciada  pelo  seu  nome.  Satans tem o nome de Inimigo (MC 13.29-39; LC 10.19).

7. Na revolta de satans muitos anjos o acompanharam.
    Tera  parte  dos  anjos  foram contaminados por Lcifer, pelo seu exemplo  e  mentiras  pois  ele   o pai da mentira (JO 8.44). Deus os perdoou, mas os reservou 
na escurido em prises eternas at o juzo daquele dia (Jd 6; II Pe 2,4).

8. Os demnios.
     So  seres  espirituais,   imateriais,  invisveis,  eternos.  Eles  tm personalidade  (Mt 12.41)  e  faculdades  intelectuais  ( Mc 12.45 )  e reconhecem 
a  divindade  de  Jesus  (MC 5.9).  A  natureza  deles p idntica  a  de  satans,  o  seu  prncipe  (MT 12.24).  So imundos e violentos.   A  Bblia  no  define 
de uma maneira clara a origem dos demnios,  por  isso  no  convm dogmatizar sobre o assunto, que a Bblia  deixou  no  santurio  das  coisas  no  reveladas 
(DT 29.29).

9. A vitria de Jesus sobre Satans.
     Deus  prometeu  isso  no  dia  da  queda,  no  den  (GN 3.15) e a promessa  se  cumpriu na consumao dos tempos (quando), Deus enviou  seu  Filho  nascido 
de  mulher,   ( GL  4.4 ).   Quando  Jesus exclamou  na  cruz: Est  consumado  ( JO 19.30). Nesse momento Jesus, despojou os principados e potestades e deles triunfou 
em si mesmo (CL 2.15),  e vencendo-o tirou-lhe toda armadura (Lc 11.21-22).  Todo  aquele  que  cr  em  Jesus  e  no  poder  do  seu sangue  justificado (RM 3.24-25) 
e liberto do poder de Satans (HB 2.15.15) e do mundo (JO 15.19).

10. A vitria final sobre Satans esta chegando.
       Quando  Jesus  vier na glria (AP 19.11-16) . Satans ser preso e  amarrado  por  mil  anos  ( AP  20.1-3 ).  Depois  ele  ser  solto  e continuara enganando 
os homens e estes o seguiro contra Deus (AP 19.7-8).
         Deus   mandar  fogo  do  cu  e  vai  devorar Satans e as suas hostes.  Satans   ser  lanado  no  inferno  para todo o sempre ( AP 20.9-10)   ficando 
totalmente  esmagado  debaixo  dos  ps   do  seu Vencedor ( RM 16.20)
         A  vitria encher os cus com jubilo e por toda a eternidade se ouvir  o  Aleluia  ao  Cordeiro  que  nos  comprou  pelo seu sangue. Amm!




A CRIAO DOS ANJOS

INTRODUO

Muito  tem se escrito no mundo secular e religioso a cerca dos anjos, explorando  a   credulidade  de  pessoas  espiritualmente  carentes  e supersticiosas,  induzindo-as 
  conceituao  erradas  e falsas sobre o mundo espiritual.  Nestas lies,  procuraremos aclarar a verdade e a realidade do assunto segundo a revelao feita pela 
Bblia Sagrada.

I- A DECLARAO BBLICA DA CRIAO

O Ponto de partida est na declarao de que todas as coisas criadas  forma feitas, segundo o propsito daquele que faz todas  as  coisas  segundo  o conselho da 
sua vontade (EF 1.11b).  Portanto,  o  relatrio da obra da criao no livro de Gnesis  se  constitui  como  o  principio  e  a  base  de  toda revelao  divina 
e,  consequentemente, a base da relao do homem com Deus.

Quatro  grandes  verdades  estabelecem  os fundamentos da obra da criao.

1. A  obra da criao  autoria nica do DEUS Trino - A  Bblia  revela que o Deus trino  o autor da criao ( GN 1.1;  IS 40.12;  44.24; 45.12 ).  O  apstolo 
Paulo destaca  a  segunda Pessoa da Trindade, Jesus cristo, na qualidade  de  criador,   mas  diz  que  todas   as  coisas so  de  Deus,  o  pai  (I CO 8.6;JO 1.3; 
Cl1.15-17). A terceira  pessoa da trindade, o Esprito Santo, Participa da  obra  da  criao em harmonia perfeita com o Pai e o Filho   conforme   indicam  os  
textos  de  ( GN  1.2;  J 26.13;   33.4;   SL 104.30;   IS 40.12,13 ).    No   h  na Trindade  Divina  qualquer resqucio de competio. As trs Pessoas so distintas 
moas formam uma s essncia Divina Indivisvel.
2. A   criao   das   coisas   matrias   -   A  base   dessa declarao   est    na   narrativa  Bblica  dos  primeiros captulos  de  Gnesis.  Entretanto, 
a  criao material  imensa   e   abrange   todo   o   sistema   solar   e  outros existentes  e  descobertos  pelo  homem. A extenso dos corpos  celestes  espalhados 
no  espao sideral, fazendo parte   da  Via  Lctea,    com  muitos  Sis,   planetas  e satlites,  nos  da  uma  viso  apenas  limitada de toda a grandeza da 
criao material (NE 9.6)
3.  A  criao  da vida sobre a terra- Na criao da terra, o  criador  formou  a  vida  fsica  numa  combinao de imaterial  com  material  (GN 1.11-20-22). Nesta 
ordem da criao, so includos, o homem, os animais nas mais variadas   espcies,    alm  da  vida  vegetal.    H  certa reciprocidade    entre    anjos   e  
homens   como   seres espirituais.   Porm,      preciso   destinguir   ambas   as criaes,  por que os anjos so apenas seres espirituais e os homens so seres 
espirituais e materiais. A vida fsica  foi  criada  para  propagar-se, por isso, os homens procriam  e  geram  outros  homens.  A vida  dos anjos e nica e eterna; 
no pode propagar-se, isto  os anjos no procriam.

III - A REALIDADE DA CRIAO ESPIRITUAL.
        A    Experincia   humana   testemunha   da   nomes:  espritos, deuses  e  semideuses,  gnios,  heris,  demnios  e tantos outros nomes.  Porm,    a 
Bblia  Sagrada  que  revela  a  verdade sobre o mundo  espiritual.  Independente  das  idias e fantasias mitolgicas das religies do mundo, a revelao aceitvel 
no mundo religioso se encontra na Bblia.

1. Os anjos so reais - A palavra anjo no hebraico  malak e no grego  angellos que significam a mesma coisa que: mensageiro, enviado. O termo anjo aplica-se a 
todas as ordens dos  espritos  criados  por  Deus  (Hb 1.14). Os anjos so seres espirituais  criados  especialmente  com  a  mais  alta  distino entre  todos 
os seres criados por Deus. Eles exercem atividades importantes  no  mundo  espiritual,  mas no so independentes nessas  atividades,  pois a fazem dentro dos limites 
a que foram criados.  A  Bblia fala da manifestao dos anjos na criao do mundo  fsico  ( J  38.6-7 ).  Eles  estavam  presentes  quando Moises recebeu de Deus 
as tabuas da lei (HB 2.2); no nascimento de Jesus ( LC 2.13 );  quando  foi  servir  o  Senhor Jesus   no  deserto  da  tentao  (MT 4.11);  na ressurreio de 
Cristo (MT 28.2; LC 24.4-5); na ascenso de Cristo (AT 1.10). Outras manifestaes podem ser listadas neste ponto em toda a Bblia. Sua manifestao  incorprea; 
eles so seres espirituais   e   morais,  porque   acima   de  tudo,  so  pessoas.  A  realidade  dos  anjos  se  comprova mediante os atributos de personalidade 
que   eles  demonstram   falando ,  pensando, sentindo  e decidindo. Muitas das suas manifestaes so feitas atravs   de   formas   matrias   inexistentes.   
Entretanto,  os demnios,  que   so  anjos  cados  da  graa  de  Deus, tomam para se incorporarem corpos de pessoas vivas ou de  animais, e por  essas  possesses 
matrias,  se  manifestam.  Os  anjos  de Deus  no  tomam  outros  corpos  para  se  manifestarem,  mas tomam  formas  de  pessoas  humanas  visveis para se fazerem 
manifestos.
2. EXISTEM  ANJOS BONS E MAUS- Na criao original dos anjos,   no   houve   essa   classificao   entre   bons  e  maus. A Bblia declara que os anjos foram criados 
no mesmo nvel de justia,  bondade  e  santidade  (II PE 2.4; JD 6).  O que  define entre  bons  e  4 maus  o fato de que foram criados como seres morais   com 
livre  arbtrio,   e  d a ,   a  liberdade  de  escolha consciente  entre  o  bem e o mal.  A queda de lcifer deve-se a esta  condio  moral  dos  anjos  ( IS 
14.12-16;  Ez 28.12-19 ). A Bblia  fala  acerca dos anjos que pecaram contra o Criador e no  guardaram  a sua  dignidade (II Pe 2.4; JD 6; J 4.18-21). Aos que 
no pecaram e no seguiu a Lcifer, DEUS os exaltou e  os  confirmou em sua posio celestial e para sempre estaro na  sua  presena,  contemplando  e  executando 
a  vontade d o Criador (I TM 5.21; MT 18.10).
3. . A  habitao  dos  anjos  -  Ao  estudarmos as vrias classes angelicais,      entendemos  que  estas  so  distintas  por  varias atividades  e  se  manifestam 
no vastssimo espao das Regies celestiais.  A  Bblia  declara  ainda  que  os  anjos de Deus so organizados  em  milcias espirituais que povoam os cus e so 
distribudos  em  distintas ordens e graas (LC 2.13; Mt 26.53). Trata-se, por tanto, de uma habitao numa dimenso celestial.
4. O numero de anjos  - A quantidade de anjos existentes  nica e   incontvel   porque   desde   eu   foram   criados  no  foram aumentados   nem   diminudos. 
Eles  no  procriam  e  foram criados   de  uma  vez  pelo poder da Palavra de Deus. A Bblia utiliza  expresses  variadas  para  designar,   MILHARES  de MILHARES; 
MULTIDO dos EXERCITOS CELESTIAIS  (AP 5.11;  DN 7.10;  DT 33.2; HB 12.22: LC 2.13).     impossvel  determinar  o  nmero de anjos porque  incontvel  e    o 
mesmo  nmero  em todos os tempos, desde que  foram  criados.



A NATUREZA DOS ANJOS


I - OBJEO  DOUTRINA BBLICA DOS ANJOS

       Em  toda  a  histria  da  humanidade,  a realidade dos anjos tem sido  discutida,  contestada  por uns e acreditada por outros. Por essa razo tem-se criado 
outras doutrinas com o fim de negar a existncia dos  anjos,  ou  de  admiti-la  fantasiosa e ficticiamente. Dentre essas falsas doutrinas, destacamos algumas.

1. A  doutrina  dos  Saduceus - eles no acreditam na existncia dos  anjos,  nem  na  ressurreio  dos  mortos  (  AT  23.8 ). A essncia  da  doutrina  dos  saduceus 
era materialista, por isso, para  eles,  a  doutrina  dos  anjos  no  passava  de  uma  mera alegoria.
2. A  doutrina  racionalista  -  Os  racionalistas  entedem  que, a crena  na  existncia  dos  anjos    absurda, pois acreditar que os anjos existem significa 
entrar na fico e abandonar a razo. Eles   vm  na  doutrina  dos  anjos  uma  forma  de  poilteismo primitivo   que ,  com  o tempo, foi tomando forma na vida 
dos hebreus.  Ora,  a  acusao  de que a crena nos anjos seja uma forma  de  politesmo  primitivo  se  choca  frontalmente com o monotesmo  pregado  pelo  povo 
hebreu.   Os  anjos  no  so deuses;  so  apenas  seres  espirituais  cridos  por  Deus para o servirem.
  3.  A doutrina materialista  -  Essa  doutrina  nega  tenazmente a existncia do mundo espiritual, e por conseguinte, os anjos. Acreditam apenas na matria e nada 
que v alm da matria.
4.  A doutrina  esprita  -  O espiritismo  ensina que os anjos so as  almas  dos  mortos  que  alcanaram  um  grau  Maximo  de perfeio.  Essa  doutrina  nega 
a  existncia distinta dos anjos como  criaturas  de Deus, bem como a existncia de demnios, os quais, segundo ensinam, so almas desencarnadas dos maus.

II - QUEM SO OS ANJOS 
        No  ponto  anterior, tivemos uma idia superficial das doutrinas falsas  acerca  dos  anjos  e  quanto    origem, existncia e realidade destes.  A  partir 
desse  ponto,  estudaremos  o  assunto  do ponto de vista da Bblia.

1. Os  anjos  so  criaturas  -  No  principio  de  todas as coisas, antes  da  criao  do  mundo  fsico,  Deus  criou  os  anjos.  A expresso,  exercito  do 
cu, dependendo do contexto, pode ter duas  interpretaes.  Em Gnesis 2.1,  Salmos 33.6 e Neemias 9.6,  refere-se  aos  astros  fiscos  do  espao sideral; porm 
em outros  textos  (SL 148.2-5;  CL 1.16 ; I RS 22.19 e SL 103.20-21)  refere-se  aos  anjos.  E  impossvel   fixar o tempo em que foram  criados,  mas  a  resposta 
de  Deus a J declara que eles foram  criados  antes  de  todas  as  outras  coisas  (J  38.4-7).
2. Os  anjos  so  seres  espirituais  -  Os  corpos espirituais no possuem  limitaes  fsicas,  por  isso  a  lei da gravidade no exerce  qualquer  influencia 
ou  poder  sobre coisas espirituais. Pela  falta  de  gravidade  de  seus  corpos  espirituais,  os anjos podem  locomorver-se  de  um  lugar  para  outro  com estrema 
rapidez, por serem superiores  matria, os anjos podem  tomar formas  humanas  para  se  fazerem   perceptveis  aos  sentidos fsicos  do  homem, se houver necessidade. 
Varias aparies de anjos  feita  a  Abrao,  L,  Jac,  Pedro e Paulo so exemplos indiscutveis da Bblia (GN 18.1-10; 28.10-22 etc.). Ainda em nosso  tempo, 
os  anjos  aparecem aos servos de Deus na terra.
3. Os anjos so seres poderosos - O salmista os descreveu como valores  em  poder  que  executam  as   ordens  de  Deus  e lhe obedecem  (SL103.20).  Quando  os 
pais de Sanso levantaram um  altar  ao  Senhor,  um anjo desceu sobre as chamas do altar sem  sofrer  qual quer  dano  (JZ 13. 19-20). Um s anjo matou a 185  mil 
soldados do exrcito Assrio (IS 37.36). Um s anjo destruiu  com  fogo  as cidades de Sodoma e Gomorra (Gn 19). Um   s   anjo  moveu  a  pedra  do  sepulcro  Onde 
Jesus  foi sepultado,    quando  se  exigia  vrios  homens  para  remover aquela  enorme  pedra  ( MT  28.2 ).  Embora  os anjos tenham poderes,  eles  so  limitados 
(  II SM  24.16;   AP   18.1-21; GN19.13).
4. Os  anjos  so  seres  espirituais   -   Na   experincia  com os homens,    os anjos    falam   orientam,   ouvem  e determinam. A Bblia d a entender que os 
anjos, possuem uma inteligncia superior    dos  homens,  mas  no igual ou superior  Deus (II SM 14.20; I Pe 1.12). Dotados de sentimentos, os anjos podem experimentar 
emoes  quando  rendem  cultos   tambm  com tudo o que fazem e podem fazer (Mt 24.36).
5.  Os  anjos so seres imortais - Os homens podem morrer, mas os anjos  so  espritos  imortais  ( LC 20.34-36 ). Significa que eles no esto  dissoluo, putrefao 
orgnica, visto que seus corpos  so  imateriais.   A  IMORTALIDADE DERIVA DA PURA ESPIRITUALIDADE.


III - CARACTERSTICAS DISTINTAS DOS ANJOS
          O Senhor deu aos anjos  conhecimento,  poder  e  mobilidade mais elevados do que ao homem. Por esses elementos, descobrimos algumas caractersticas especiais 
capazes de fazer-nos compreender alguns aspectos da revelao Bblica e das relaes pessoais com os homens.
      
 1. Santidade  -  No  Apocalipse  os  anjos  so  identificados  como santos.  Isto  implica  que eles foram colocados em um estado eterno de santidade (AP 14.10). 
Outros textos das escrituras os identificam como Santos (Mt 25.31; MC 8.38; LC 9.26; AT 10.22) para os distingui dos anjos cados JO 8.44 e JO 3.8-10.
       
 2. Reverncia - uma  das  caractersticas principais das atividades angelicais  o  louvor e  a  adorao (SL 29.12; 89.7;103.30;148.2). Jesus declarou  que os 
anjos  de Deus sempre esto na presena do Pai e vm a sua face (MT 18.10). De modo geral, todos os  anjos de Deus o louvam e o adoram, mas h uma classe especifica 
das hostes angelicais  cuja  funo  principal    louvar e adorar a Deus; So os Serafins. Essa classe de  anjos  permanece ao redor do trono COMO SERVOS  DO  TODO 
PODEROSO, para executarem a sua vontade 
(IS 6.3). Reverncia e respeito e venerao marcado pelo temor. Esse temor no  medo, mas significa recolhimento do poder superior de Deus.
3. Servio - O autor da Epstola aos Hebreus denomina os anjos de espritos ministradores (HB 1.14), indicando que eles exercem servios especiais aos interesses 
do Reino de Deus.

a. Os anjos executam a vontade de Deus. O prprio sentido da palavra anjo  mensageiro. Portanto,  funo precpua dos anjos servir aos interesses de Deus, obedecendo-lhe 
em toda a sua vontade. Mas uma vez o autor de hebreus indica essa funo angelical de servio quando diz: Ainda quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz 
vento e a seus ministros labaredas de fogo (HB 1.7). O escritor sagrado os destaca como Ministro para identificar o servio que prestam a Deus em favor dos Santos 
em Cristo.

b. Os anjos cuidam e protegem os fiis. H um texto nos salmos que declara que O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra (SL 34.7). Elias, ameaado 
de morte pela rainha Jezabel, mulher de Acabe, precisou fugir da cidade para escapar com vida. Elias fugiu para o deserto e assentou-se debaixo de uma pequena rvore 
chamada Zimbro. Estava triste e decepcionado, por isso, pediu a morte. Deitado debaixo daquele zimbro, veio um anjo da parte de Deus e o tocou e lhe disse Levanta-te 
e come. E olhou e eis que  cabeceira estava um po cozido sobre as brasas, e uma botija de gua ; e comeu e bebeu e tornou a deitar-se. E o anjo do Senhor tornou 
segunda vez e tocou-o e disse; levanta-te e come, porque mui comprido te ser o caminho (IRS 19.5-7).

c. Os anjos punem os inimigos de Deus. Os inimigos de Deus agem de muitas maneiras, mas nada passa desapercebido pelo Senhor. Houve um rei da Assria, chamado Senaqueribe, 
que desafiou ao Deus de Ezequias, rei de Jud. Imediatamente Deus enviou um anjo poderoso o qual destruiu o exercito Assrio de 185 mil soldados. Para preservar 
o seu povo e o seu nome, Deus puniu aqueles inimigos (II RS 19.35). No perodo dos Juzos finais da historia da humanidade, os anjos sero os emissrios de Deus 
para executarem o sue juzo contra aqueles que rejeitam a Jesus como salvador do mundo e se constituem em inimigos declarados do soberano Senhor (MT 13.51).





CONCLUSO

Nesta lio aprendemos sobre a natureza moral e espiritual dos anjos e como eles atuam em obedincia ao Criador.




A ORGANIZAO ANGELICAL

I UMA HIERARQUIA ESPECIAL DE ANJOS

A Bblia d a entender que os anjos de Deus se acham organizado de forma hierrquica, isto , numa forma de graduao  destacada pelo tipo de atividades que os 
anjos exercem em todo o Universo e na presena de Deus.

1. Arcanjos - A palavra arcanjo representa amais elevada posio na hierarquia angelical.O prefixo Arc do grego arch, sugere tratar-se de um chefe, um prncipe, 
um primeiro-ministro. Entre os livros apcrifos, existe o livro de Enoque, que representa sete arcanjos, a saber: Uriel, Rafael, Raquel, Saracael, Miguel, Gabriel 
e Remiel. Mas o nico nome dessa lista que aparece nos livros cannicos da Bblia que usamos  o do arcanjo Miguel (Jd 9). Esse arcanjo se destaca biblicamente como 
uma espcie de administrador e protetor dos interesses divinos em relao a Israel (JD 9; DN 12.1). O arcanjo Miguel  denominado prncipe dos filhos de Israel porque 
 o guardio dessa nao. Na viso apoltica e escatolgica (futura) que Joo teve na ilha de Patmos, o arcanjo Miguel surgir como o grande comandante dos exrcitos 
celestiais contra as milcias satnicas, representadas pelo drago, smbolo de satans (AP 12.7-12).

Na viso pessoal de Jesus Cristo, na primeira fase de convocao dos remidos do senhor, a escritura no da nome ao arcanjo, mas declara que a voz do arcanjo ser 
ouvida pelos mortos Santos, os quais ressuscitaro e se levantaro de suas sepulturas para ir ao encontro do Senhor nos ares ( I Ts 4.16).
2. Querubins - Essa classe de anjos criados por Deus se destaca pela ligao que eles tm com o trono de Deus. A palavra querubim, no original hebraico querub, tem 
o sentido de guardar, cobrir. Eles aparecem pela primeira vez na Bblia em Gn 3.24 no Jardim do den para guardar a entrada oriental a fim de que o homem que havia 
pecado contra o seu Criador no tivesse acesso ao caminho da arvore da vida. O que aprendemos acerca dos querubins  que eles possuem uma posio elevada na coorte 
celestial e esto diretamente ligados ao trono de Deus (I SM 4.4; IIRs 19.15; SL 80.1; 99.1; IS 37.16). Em Ezequiel10, os querubins aparecem cheios de olhos e o 
trono de Deus est acima deles. A ligao dos querubins com o trono de Deus nos ensina que eles guardam o acesso  presena de Deus. S nos e possvel entrar no 
santo dos santos ou Lugar santssimo com o Sangue da aliana em nossas vidas (HB 10.19-22).
3. Serafins - o vocbulo serafins deriva do hebraico saraph e significa ardente, refulgente ou brilhante, nobres afogueados. Esta classe de anjos aparece uma s 
vez na Bblia em Isaias 6.1-3. Nesta escritura, os serafins esto intimamente ligados ao servio de adorao e louvor ao Senhor. Nesse servio, promovem, proclamam 
e mantm a santidade de Deus. Na viso de Isaias, os serafins so representados como tendo seis asas. As asas de cada Serafim tinham funes especificas. Com duas 
asas cobriam o rosto, numa atitude de reverencia perante ao Senhor. Com as outras duas asas cobriam os ps, falando de santidade no andar de Deus, e com as duas 
ultimas, eles voavam. Essa viso de seres alados no significa que todos os anjos, obrigatoriamente, tm de ter asas. As asas desses serafins tinham por objetivo 
mostrar ao profeta a capacidade de movimento e locomoo dos anjos para realizarem a vontade de Deus.  uma forma materializada que os seres espirituais usam para 
serem compreendidos, porque, de fato os anjos so incorpreos.


II - CLASIFICAO GENRICA DOS ANJOS
Denominamos classificao genrica porque entendemos que dentro da ordem apresentada em Romanos 8.38 e Colossenses 1.16, o apstolo Paulo no quis dogmatizar a ordem 
angelical segundo o seu entendimento. De fato, o seu interesse foi o de tornar mais clara a compreenso sobre varias classes angelicais.
Outro fato importante  que algumas das classes apresentadas como arcanjos, querubins e serafins se confundem dentro dos ttulos apresentados por Paulo. Os telogos 
antigos tentaram classificar os anjos reunindo todas as graduaes. O telogo Dionsio, aeropagita, apresentava trs classes de anjos. (1) tronos, querubins e serafins, 
como uma classe ligada diretamente ao trono de Deus. (2) Poderes, domnios e potestades e (3) principados, arcanjos e anjos comuns. Entretanto, essa classificao 
no tem respaldo Bblico, dada a diversidade das varias ordens angelicais. Apresentamos uma classificao segundo a ordem dos textos de CL 1.16 e Rm 8.38, sem nos 
preocupar com uma ordem definitiva.

1. Tronos (CL 1.16) - Conforme est no original grego, thronol tem um sentido especial porque se refere a uma classe de anjos que esta diretamente a majestade e 
soberania de Deus.  possvel que os querubins estejam diretamente ligados a este tipo de atividade real, pois alguns textos identificam os querubins com os seres 
sobre os quais Deus est assentado e reinando (I SM 4.4; RS 19.14; Sl 80.1; 99.1).  interessante fazer uma ligao tipolgica dos anjos-tronos com os carros nos 
quais Deus anda e ostente sua glria no Universo (SL 68.17). Tambm encontramos essa mesma linguagem figurada acerca dos anjos comparando-os tipificando-os aos carros 
de salvao e ainda destaca o Senhor Montando sobre cavalos (HC 3.8). No h nenhum tom negativo ou humilhante nessa tipologia sobre anjos como cavalos, por que 
na mente antiga, os cavalos so smbolo de fora e servio. Quisramos ser os tronos de Deus! Entretanto, Deus ostenta sua glria atravs de ns mediante a permanncia 
do Esprito Santo em nosso Ser.
2. Domnios (CL 1.16) - Em algumas verses, o termo grego kuriothes ou kuriotethoi tem sentido de soberanias ou dominaes (EF 1.21). A classe especial de anjos 
dominadores tem como funo principal executar as ordens de Deus sobre as coisas criadas. Paulo diz que esses anjos executam as ordens divinas sob a autoridade de 
cristo. Subtende-se pelo contexto doutrinrio do papel dos anjos, que essa classe denominada dominadores age de forma executiva sobre o Universo e sobre determinadas 
esferas espirituais.
3. Principados (CL 1.16) - Mais uma vez aquelas categorias especiais dos querubins e serafins se confundem com essas classificaes de tronos, domnios,principados 
e potestades. Por isso,  difcil estabelecer uma ordem especifica; porm, o que esta revelado acerca dessas classes de anjos nos  suficiente para entender a sua 
importncia e o seu ministrio. A palavra principados no grego bblico  archai, e refere-se a uma classe de que tem poderes de prncipes. Nos reinos terrestres, 
os principados regem sobre territrios permanentes ao reino. Podemos ver isto na historia de Lcifer, o qual havia sido estabelecido como querubim ungido para proteger 
e estava no monte santo antes da sua queda.; Ao mesmo tempo, parece-nos que sua posio de querubim  fortalecida e acrescida por outra posio de principado e s 
perdeu essa posio quando se rebelou contra o Criador e Senhor (IS 14.13; EZ 28.16;AP 12.9). Devemos tambm considerar um outro prncipe chamado Miguel, referido 
na Bblia como um dos primeiros prncipes de Deus (DN 10.13).
4. Potestades (CL 1.16) - Potestades referem-se a anjos especiais que executam tarefas especiais da parte de Deus. No se trata de poderes angelicais isolados, mas 
so chamados potestades  porque foram investidos de uma autoridade especial. Vrios exemplos se destacam na Bblia das aes poderosas dessa classe de anjos. Um 
destes anjos foi enviado por Deus para destruir a cidade de Jerusalm  e s parou sua destruio quando Deus lhe ordenou que guardasse a sua espada ( ICR 21.25-27). 
O Salmista Davi destaca anjos que so magnficos em poder (SL 103.20). Isto revela que esses anjos pertencem a uma classe de seres poderosos, mas no onipotentes. 
A onipotncia  atributo nico do Deus Trino, por isso nenhuma criatura jamais teve nem ter poderes totais. A magnitude do poder dessas potestades se limita ao 
nvel da capacitao dada por Deus para o cumprimento de suas obrigaes.






CONCLUSO

Nesta lio aprendemos que tudo no cu  organizado, porque Deus no  Deus de confuso (ICO 14.33). A prova mais evidente da organizao angelical est nos vrios 
ttulos e nomes dados aos anjos, indicando, desse modo, as varias classes angelicais. Aprendemos, tambm que no mundo espiritual existem dois lados distintos. De 
um lado esto os anjos de Deus e do outro lado esto os demnios, que so anjos cados. Os seres angelicais, de ambos os lados desenvolvem uma relao com os seres 
humanos; da parte de Deus, os seus anjos ministram a favor dos santos no mundo; da outra parte, os demnios executam suas ordens contra os santos em Cristo, precisamos 
aprender a discernir e distinguir esses seres angelicais.




BATALHA ESPIRITUAL

Introduo:
"H dois erros iguais e contrrios em que nossa raa pode cair com respeito aos diabos. Um  no acreditar na sua existncia. O outro  acreditar e sentir um interesse 
excessivo e insalubre neles." (C.S. Lewis, Screwtape Letters, p.3)

Creio que hoje mais do que nunca se cumprem estas palavras de C.S. Lewis, temos igrejas que nem acreditam no diabo e por outro lado temos igrejas que acreditam demais 
no diabo. Voc est em guerra, no estamos vivendo uma vida de Disneylandia espiritual, esta guerra acontece 24 horas por dia, Satans no descansa, no tira frias, 
no passa mais tarde.

Hoje a Igreja vive uma diferente perseguio de Satans, pois hoje ele est agindo dentro da Igreja. Durante muitos anos ele agiu fora da Igreja, mandando matar 
os cristos, mas hoje ele est matando os cristos com as mais variadas heresias. Pastores esto exorcizando cidades, crentes esto sendo possudos por demnios.

"Para que Satans no alcance vantagem sobre ns",
Pois no lhe ignoramos os desgnios." (2 Co 2:11)

I - QUEM  O INIMIGO: Satans e seus anjos
A.) Terminologia bblica: Satans  achado em 7 livros do A.T., e por cada autor do N.T.:

Satans:
a.) A.T. hb. Satan, "adversrio" do verbo "ficar em emboscada (como inimigo); opor-se"; sat  usado 15 de 23 vezes para a pessoa de Satans.
b.) N.T. gg. satans  quase sempre o grande adversrio de Deus e do homem - o Diabo; das 36 vezes, s trs no se referem absolutamente  pessoa de Satans. (Mt 
16:23; Mc 8:33: Jo 6:70).

Diabo: gg. dibolos, 33 vezes, "caluniador, difamador".
Outros nomes de Satans: Nos nomes vemos o carter de Satans:
"O grande drago, a antiga serpente, que se chama diabo e Satans,
"O sedutor de todo mundo" Ap. 12:9;
"Acusador dos nossos irmos , Ap.12:10:
"Lcifer" ou "a estrela da manh" Is.14:12 (cf. 2 Co 11:14: anjo de luz)
"Belzebu" maioral dos demnios - Mt 12:24
"Maligno" Mt 13:38
"Belial" - "sem lei; anrquico; desordenado" 2 Co 6:15
"Tentador" - Mt 4:3; 1 Ts 3:5
"Inimigo" Mt 13:28,29
"Homicida" Jo 8:44
"O Pai da mentira" Jo 8:44
"O deus deste sculo" - 2 Co 4:4
"O Prncipe da potestade do ar" Ef. 2:2
"O Prncipe deste mundo" Jo 14:30; 16:11
"O Abadom" (Hb); "Apoliom" (gg) Ap. 9:11
destruidor; exterminador" (Abadom = sheol ou hades 3 vezes; a morte 2 vezes; provavelmente aqui "o anjo do abismo", o rei dos demnios.
Demnios, gg. damon 5 vezes: daimnion 60 vezes vb. daimonzomai 13 vezes: fora de 10 vezes, todos os usos ficam nos Evangelhos. Geralmente = seres espirituais 
e maus (s vezes, deuses dos pagos); provavelmente os demnios sos os anjos de Satans que caram com ele.

Os demnios tm personalidade; inteligncia (2 Co 11:3); vontade (2 Tm 2:26); emoes (Ap 12:17)
Eles sabem da sua condenao (Mt 8:29; Lc 8:28-31)
Alguns j esto encarcerados no abismo e alguns destes sero libertados na grande tribulao (2 Pe 2:4; Jd 6; Ap 9:14; 16:14: Lc 8:31, etc.)
Eles conhecem a Jesus (Mt 8:29: Mc 1:24)
Eles tm suas doutrinas e promovem doutrinas falsas (1Tm 4:1-3)
Podem habitar em homens e animais (Mc 4:24; 5:13)
Eles podem causar doenas (Mt 9:33; cf. Jo 2:7)
Alguns poderosos enganam as naes (Dn 10:13; Ap 16:13,14; Is 24:21)
B. Carter e Atividade de Satans:

1.) A pessoa de Satans (Ez 28:12,17; Is 14:12-15)
No mundo antigo, um rei freqentemente foi deificado e visto como o mediador entre a sua cidade-pas (i.., Tiro, Babilnia, Roma) e o deus nacional. Nestas passagens, 
os profetas falam no somente ao rei, mas ao deus-esprito atrs do rei.
Satans foi criado "querubim da guarda ungido, o sinete da perfeio, formoso, poderoso, mas finito.
Ele caiu por causa do orgulho (Is. 14:12-14; Ez 28:15-17 cf.. I Tm 3:6)
O que Satans tem,  dado, permitido e limitado pelo Deus soberano.
"O Diabo acha que ele est livre; mas ele tem um freio na boca e Deus segura as rdeas" (B.B. Warfield).

2.) Posio de Satans:
Ele ainda tem acesso ao trono de Deus.
(Jo 1:6; 2:1; Zc 3:1-6; Lc 22:31; Ap 12:7-10)
Ele reina sobre a hierarquia dos demnios.
(Mt 25:4; Ef 6:12: Ap 12:7)
Ele reina sobre este mundo.
(Lc 4:5,6; 2 Co 4:3;4; Ef 2:1-3; I Jo 5:19-20)

3.) Atividade do Diabo e seus anjos:
Tentar: (Gn 3:1; Mt 4:11; 16:23; Lc 22:31; At 5:3; I Co 7:5; I Tm 3:6,7; I Jo 2:16)
Confundir, enganar, contrafazer, imitar (I Co 10:20; 2 Co 4:3,4; 11:13-15 (anjo de luz); 2 Ts 2:9; Ap 16:13s; 20:3)
Destruir - (Lc 8:12 (tirar a Palavra); I Pe 5:8; Ap 12:13-17)
Habitao: "possesso demonaca" no comunica bem o conceito do gg. daimonizomenos (Mt 15:22) = "endemoninhado", que  um estado de passividade humana causada pelos 
demnios; o controle de alguma forma dum demnio (cf. Mt 12:22-28, 43-45)
Especificamente contra os cristos: tenta-os a mentir (At 5:3);  imoralidade (1 Co 7:5); semeia o joio para enganar e atrapalhar (Mt 13:38s; 1 Ts 2:18); perseguio 
(Ap 2:10); difamao e calnia (Ap 12:10); cria problemas fsicos (2 Co 12:7-10)
Qual a diferena entre Opresso Satnica e Possesso Demonaca?

Possesso  Demonaca e Opresso  Satnica:
Na Possesso a vtima  dominada pelo demnio, corpo, alma e esprito.

O crente que estiver andando com Deus em f e obedincia no pode ser possudo de um esprito demonaco, cf: (Ap 3:20; Rm 12:1;2; II Co 5:17; Jo 3:3-5; Ef 1:13-14; 
Jo 14:23-30; Jo 14:16; II Co 2:16: 12-13; 1 Co 3:16-18; 1 Co 6:19-20; Rm 8:9-10; 1 Jo 5:19; Jo 14:30).

Opresso - todos os cristo so alvos de Satans para cairmos numa vida de pecado, por isso muitos cristos podem sofrer, cf. (E 6:13; Tg 4:7)

Obsesso demonaca -  um ataque mais intenso de ataque demonaco (II Co 12:7-10).

II - QUEM  O VENCEDOR? O poder do Sangue de Cristo

A.) O que Cristo fez na cruz: 17 cumprimentos
"Porque Jesus Cristo  Deus e homem, a Sua morte na cruz tem valor infinito para todos que crem" (F.Schaeffer)
Substituio: Ele morreu no nosso lugar (Lv 1:4; Mt 20:28; Tm 5:6-8; 2 Co 5:15-21; 1 Pe 3:18)
Redeno: pagou o preo para libertar-nos (At 20:28; Rm 3:24; Ef 1:7; 1 Pe 1:18-19)
Propiciao: satisfez a ira santa de Deus contra os pecados (Rm 3:25; Hb 2:17; 1 Jo 2:2)
Reconciliao: o homem pode ser amigo de Deus (Rm 5:10,11; 2 Co 5:18-21; Ef 1:10; 2:16)
Justificao: a justia de Cristo  imputada a ns (At 13:39; Rm 3:19-26; 5:9; 8:30,31; 2 Co 5:21; Ef 1:4)
Base do perdo dos pecados antes da cruz (Rm 3:25; Hb 9:15; 10:1-14)
O fim da lei Mosaica; agora h "a lei de Cristo", a lei do Esprito. Rm 3:19-28; 6:14; 8:2-4; 10:4; 13:8s; 2 Co 3:6-17: Gl 3:19-25; Fp 3:3; Cl 2:14; I Jo 3:23)
Base da adoo como filhos e herdeiros maduros - Rm 8:14-17; Gl 3:23-26; 4:1-7.
Base da obra do Esprito Santo em ns - Jo 3:1-7; 16:8-11; I Co 12:13; Ef 1:13-14; 4:30; 5:18)
Base da santificao - posicional e experimental - I Co 1:2; 6:11; Ef 5:26-27; I Ts 4:3; I Pe 1:15-16.
O juzo da natureza pecaminosa: quebrou o poder controlador do pecado; podemos viver vidas que agradam a Deus. Rm 6:1-14; Gl 5:13-25.
Base do perdo dos pecados do crente: filhos que caem da comunho com Deus devido ao pecado. Rm 8:1s; I Jo 1:7; 2:2.
Jesus  o primognito do processo da morte, ressurreio, ascenso e glorificao que ns seguiremos (I Co 15:12-23; Cl 1:18; I Ts 4:13-17: Hb 2:9-15; I Jo 3:1,2.)
Base da redeno da natureza. Rm 8:18-22; Is 65:17-25; Ap 21:1s.
Base da purificao das coisas no cu - Hb 9:22-24 (cf. 8:1-5; 9:11)
A cruz  a base do juzo dos incrdulos - o dom da salvao rejeitado - Jo 16:8-11, cf. Jo 3:14-18,36; 2 Ts 1:6-11; Ap 20:11-15.
Na cruz, o pecado, a morte e Satans foram vencidos:
o pecado - I Jo 5:18-19; cf. n.11 acima
a morte - Jo 5:24-27; I Co 15:55-57; Hb 2:14-15; Ap 20:14
Satans e os demnios - Jo 12:31-33; Hb 2:14,15; Ap 20:10
B. Os Juzos de Satans e seus anjos:

Satans e os anjos perderam sua posio no cu (Ez 28:16)
Ele foi julgado profeticamente no jardim do den
(Gn 3:16)
Cristo veio a primeira vez para destruir as obras do maligno. (I Jo 3:8; 5:18; Cl 2:14,15)
Quando Cristo voltar, Satans receber um castigo temporrio de mil anos no abismo (Ap 20:1-3)
No fim do milnio, no juzo final, Satans e os seus anjos sero lanados no lago de fogo e enxofre para eternidade. (Ap 20:10)

III - COMO DEVEMOS LUTAR?

Trs passos  vitria
A. Observaes Iniciais:
1.. Satans  feroz: "A razo pela quais muitos cristos falham por toda vida  esta: eles subestimam o poder do inimigo. Temos um inimigo terrvel com quem temos 
que lutar. No deixa Satans nos enganar. Pois assim estaremos mortos! Isto  guerra. Quase tudo que nos rodeia (neste mundo) nos desvia de Deus. No saltamos do 
Egito ao trono de Deus num pulo s. H um deserto, uma viagem, e h inimigos na terra." (D.L.Moody, cf. I Pe 5:8)

2.. Satans  finito: no  onipotente, onipresente ou onisciente. Geralmente, no sentido direto, o diabo e os seus demnios no nos tentam diariamente. Claro, o 
mundo est controlado espiritual e moralmente por satans. Mas tentao vem principalmente da nossa prpria carne: cobia, orgulho, concupiscncia, falta de autocontrole, 
etc. (Tg 1:13-16; 4:1-8)

3.. Satans e os demnios so limitados por Deus. O Senhor os permitem ser ativos, mas a graa que restrita no deixa-os fazem tudo que quiserem (J 1:6 , 2:7; Lc 
22:31; 2 Co 12:7-9). Em qualquer situao. "...Deus  fiel, e no permitir que sejais tentados alm das vossas foras... (mas) com a tentao vos prover livramento..." 
(I Co 10:13). Cristo, nosso Sumo-Sacerdote, constantemente intercede por ns - Jo 17:15; Hb 7:25: I Jo 2:1-2.

Passo Um: Pureza
1. Cristo adquiriu nossa pureza na cruz. Apesar de falhas nas nossas vidas - das quais satans gosta de nos acusar (Zc 3:1-5; Ap 12:10) - somos posicionalmente puros, 
vestidos na justia de Jesus Cristo. Satans no pode tocar nossa salvao, nem nos separar do amor de Deus (Rm 8:38,39); temos uma posio de aceitao e autoridade 
em Jesus Cristo. (Rm 8:1; Ef 1:6)

2.. Mas devemos buscar a santidade, experimentalmente realizando Sua chamada alta. O pecado na vida nos destri, abrindo a porta para opresso.

Seja santificado pela Palavra - Jo 17:17: 2 Tm 3:16
Confessar e renunciar tudo na nossa vida contra Deus - Ef 4:27; I Ts 4:3 cf. x 20:4-6.
Nada disponhais para a carne - Rm 13:12-14
Chegai-vos a Deus - Tg 4:8
Passo dois: As armas de Deus
1.. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, cada pea tem propsito para lutar, e sugere como satans ataca.
O largo cinto da verdade
A couraa da justia
Calai os ps com a preparao do evangelho
O escudo da f
O capacete da salvao
2. A espada do Esprito = a Palavra de Deus (Mt 4:4)

3. O poder conquistador da orao:
No nome de Jesus - Jo 14:13,14'; 15:7;16; 16:23-27
Com conscincia pura - Tg 4:2,3; 5:16; I Jo 3:21s.
Poder do Esprito Santo - Rm 8:26s; Ef 6:18; Jd 20s
Com f - Hb 11:1-6; Mc 11:22-24; Tg 1:5-8; 5:14,15
Com perseverana - Ef 6:18; Cl 4:2; Lc 11:5-10
s vezes com jejum - At 13:2-3; 14:23; Mc 9:29
Passo trs: Como Vencer Satans e os demnios

1.. Seja sempre sbrio e vigilante - 1 Pe 5:8-9a

2.. Quando voc confrontar a presena satnica, no seja tolo. Tome cuidado - Jd 9; 2 Pe 2:10s; At 19:12-17

3.. Reconhea a sua autoridade em Jesus Cristo - Lc 9:1; 10:1-20; At 5:16; 8:7; 16:16-18; I Jo 4:4; Mc 16:17.

4.. Tambm; os demnios crem e tremem - Tg 2:19

5.. Imediatamente, no nome de Jesus, pea que o Senhor quebre os poderes de Satans e os demnios e limpe a situao. Lembre-se que o Sangue de Cristo  a prova 
que Satans foi conquistado na cruz, e que o seu juzo foi selado.

6. Em casos graves, ache outros irmos logo que possvel. Junte-se com eles para orar e resistir ao maligno. No tente exorcizar ou confrontar sozinho um demnio, 
exceto quando  difcil de achar ajuda. Nos casos de habitao demonaca, seria sbio em procurar lderes cristos que tem experincia nisso. Entretanto, voc, bem 
preparado, pode exorcizar sozinho.

7. "Sujeitai-vos pois a Deus, resisti ao diabo, e ele fugir de vs"(Tg 4:7)
"Eles, pois o (Acusador) venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram, e mesmo em face de morte, no amaram a prpria 
12:11)vida". (Ap 12.11).


 




















 


QUESTIONRIO
01. Precisou Deus criar o mundo por alguma necessidade?

R.____________________________________________________________________________________________________________

02. A obra da criao como "um ato temporal de Deus" significa o que ?

R.____________________________________________________________________________________________________________

03. Qual a diferena de criao entre os anjos e os homens?

R.____________________________________________________________________________________________________________

04. Os anjos so seres reais ou fictcios?

R.____________________________________________________________________________________________________________

05. Quais so as duas principais doutrinas bblicas rejeitadas pelos Saduceus nos dias de Jesus?

R.____________________________________________________________________________________________________________

06. Qual a teoria que v na doutrina dos anjos uma forma de politesmo primitivo?

R.____________________________________________________________________________________________________________

07. Nos textos de SL 148.2-5 e IRS 22.19, a expresso "Exrcito do cu" refere-se a anjos ou aos astros fsicos do espao sideral?

R.____________________________________________________________________________________________________________

08. Os anjos possuem personalidade?

R.____________________________________________________________________________________________________________

09. Trs caractersticas distintas revelam as relaes dos anjos com Deus. Quais so?

R.____________________________________________________________________________________________________________

10. As vrias classes angelicais podem ser dogmticas como definitivas ou elas so variveis?

R.____________________________________________________________________________________________________________
       11. De quantos arcanjos a Bblia diz?

R.____________________________________________________________________________________________________________

12. Como se chama o arcanjo guardio de Israel?

R.____________________________________________________________________________________________________________

13. Qual a funo dos Serafins?

R____________________________________________________________________________________________________________

14. Em quantas passagens so os Serafins mencionados na Bblia?

R.____________________________________________________________________________________________________________



  





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